Saíram novas imagens e um novo trailer de Resident Evil 5, provável game mais polêmico do ano. “Mais que GTA IV?”, você pergunta. Ah, muito mais…
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Faz mais ou menos um ano que a fabricante do game, Capcom, soltou um trailer do próximo episódio da série ultra-bem-sucedida. Foi o estopim da bomba. Isso porque o herói, Chris Redfield, é um americano branco, forte, bonitão e fantasiado de GI-Joe, que fuzila zumbis negros, no que parece ser um país da África meridional. Se isso já não é, no mínimo, meio sem noção, o trailer começa com o protagonista soltando a frase “preciso terminar o que comecei”.
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Não é preciso ser antropólogo para saber que, se houve um trabalho que esse estereótipo (branco, cristão, milico, bonitão) começou na África foi o extermínio do povo local em nome da extração de riquezas naturais. Alguns alegam que não é a primeira vez o game traz extermínios de povos inteiros. Têm razão. No quarto episódio, o jogador se metia em um vilarejo da Espanha e dizimava hispânicos – sintomático, talvez? Mas o trailer daquela versão trazia o herói mostrando que estava lá para salvar uma garota das mãos de um poderoso vilão que escravizava o povo com um vírus esquisito. Desta vez, não tem nada que justifique o extermínio. O cara chega lá, não tem ninguém, de repente, tem montanhas de pretos em cima dele e ele senta o dedo em todo mundo.
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Não vou entrar na questão em si, se Resident Evil 5 é racista ou não – afinal, o jogo nem existe ainda –, mas faço uma pergunta: o diretor de marketing que aprovou esse trailer é um gênio (teve uma divulgação sem precedentes), uma anta (era óbvio que isso seria taxado de racismo) ou membro honorário da Ku-Klux-Klan?

Veja os trailers antigo e novo e tire suas próprias conclusões: