Mais de um milhão de pessoas viu um dos quatro vídeos em que uma galerinha junta seus celulares e estoura milhos de pipoca. Bom, se você não viu, confira abaixo. Como muita gente já desconfiava, o feito é simplesmente impossível. É o que aponta o físico Louis Bloomfield, entrevistado pela rede Wired.
“Os vídeos são bonitinhos, mas isso nunca vai acontecer”, ele diz. O cara explica ainda que se o celular emitisse energia suficiente para fazer estourar milhos de pipoca, ele aqueceria os dedos até o ponto de uma dor insuportável. Isso porque o que faz a pipoca estourar é a água no interior do milho que se expande até virar gás e causa o colapso.
O que seriam os vídeos, então? A Wired tem uma tese bacana: uma campanha viral. Sim… Nestes tempos, pouca coisa é confiável! As evidências: 1) Os quatro vídeos, mesmo tendo abrangência global (um é japonês, um é francês e dois, americanos), foram postados por apenas dois usuários e; 2) Tem um comentário suspeito em um deles – um usuário pergunta por que não deu certo quando ele tentou repetir o truque. “Teria a ver com a marca dos aparelhos?” Surpresa: todos são da mesma marca! Malandro é o gato.
Cheguei a uma conclusão óbvia: virais só são 100% eficientes quando mantêm dois pré-requisitos: verossimilhança e anonimato. Ou seja: jamais um publicitário típico será capaz de fazer um viral 100% eficiente.
hahahahahaha Boa, Jayme! Isso é fato: pro viral funcionar 100%, você precisa suprimir a marca. Se você suprimir a marca, a propaganda deixa de ser propaganda. Obrigado pela visita!